Castigas as palavras que fervilham em meu peito,
E bem amordaçadas as deixa ali trancafiadas onde não lhes é o devido lugar.
Fazes que habitem na sua nascente como que a própria seja já o seu sepulcro,
E tão perversamente condena-as ao cárcere do meu coração.
Ergues muralhas em minha garganta,
E meus lábios cerras com grandes ferrolhos;
E as palavras tantas, que a tanto tenho anseado proferir,
Se vêm caladas,
Silênciadas,
Como um segredo,
Que não deveria existir.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
ECLIPSE CORPÓREO
Vem pele morena
Vem e esconde-me
Encobre-me com teu corpo
Impede-me, só por agora,
De em qualquer outra coisa pensar.
Chega-te e dá-me do veneno dos teus lábios
E me deixa morrer nos braços teus.
Põe-te contra o meu corpo
Como a Lua põe-se ante ao Sol
Num eclipse carnal
Apega-te a mim
E não mais se vá;
Sejamos assim um eclipse eterno.
Que me sejas um perpétuo cobertor,
Pois sou um frio Sol,
Sem teu calor.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Vem e esconde-me
Encobre-me com teu corpo
Impede-me, só por agora,
De em qualquer outra coisa pensar.
Chega-te e dá-me do veneno dos teus lábios
E me deixa morrer nos braços teus.
Põe-te contra o meu corpo
Como a Lua põe-se ante ao Sol
Num eclipse carnal
Apega-te a mim
E não mais se vá;
Sejamos assim um eclipse eterno.
Que me sejas um perpétuo cobertor,
Pois sou um frio Sol,
Sem teu calor.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
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