Castigas as palavras que fervilham em meu peito,
E bem amordaçadas as deixa ali trancafiadas onde não lhes é o devido lugar.
Fazes que habitem na sua nascente como que a própria seja já o seu sepulcro,
E tão perversamente condena-as ao cárcere do meu coração.
Ergues muralhas em minha garganta,
E meus lábios cerras com grandes ferrolhos;
E as palavras tantas, que a tanto tenho anseado proferir,
Se vêm caladas,
Silênciadas,
Como um segredo,
Que não deveria existir.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
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