sexta-feira, 30 de abril de 2010

SOL

Hoje;
Pra tantas vidas não houve o raiar do sol,
A luz dos raios seus,
O afago do seu calor, ...
E amanhã;
Por certo tornará a não lhes nascer o sol.
Injusto sol;
Por que teus raios só a alguns poucos iluminam?
Que critérios usas para escolher os tais, sobre quem despontarás?
És demasiadamente injusto sol,
Pois não poucas vezes irradias quem não te quer,
Quem procura desviar-se de ti;
Acomodando-se muito bemabaixo de uma sombra qualquer, que o livre dos raios teus.
Enquanto tantos ansiosos,
Desejosos de um único raio de tua luz,
Só o que podem fazer é esperar,
Sonhando o sonho de que um dia,
O seu dia vai chegar.
E não são poucos os que se cansam de esperar,
E da forma errada tentam fazer que o sol para si comece a brilhar,
E por vezes esbarram nas portas fechadas;
E se debatem;
E se ferem;
E as vezes, até morrem.

E tu sol,
Injusto como sempre;
Indiferente como tantas vezes dantes,
Te recusas terminantemente a ofertar-lhes o brilho de tua luz.
E continuas raiando muitas e muitas vezes para quem não te quer,
Pra quem procura desviar-se de ti.

Assim,
A triste certeza que fica,
Amarga e cruel,
É a de que tu sol,
Nunca nascerá para todos.

José Antonio S. Ramalho ( Tonni)

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