Ah! Se possível fosse,
Tornaria a dormir
E me encantaria novamente
Com as belas palavras que em sonho escrevi.
Com aquele pedaço em branco de papel
Que privilegiadamente recebeu em sua superfície
A tinta da bendita caneta que eu esplendidamente manejava inspirado.
Ah! Se possível fosse lembrar-me,
Ainda que apenas uma única frase.
Mas, lembrasse.
Pois vedada me fora a memória,
E a poesia que sonhei, não mais lembrei.
E certamente jamais a lembrarei.
E ainda por certo,
Tão bela poesia doravante não escreverei.
Contudo,
Posso crer, agora
Que àquela, com a qual sonhei
Embora não me lembre dos versos seus
Me será por eterna inspiração.
E que em tudo que eu vier a escrever
Presente estará a intensa aspiração,
De algum dia,
Aproximar-me, por pouco que seja,
Da poesia que sonhei.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
sábado, 7 de agosto de 2010
CERRADO
Qual o teu motivo amigo?
Por que te deténs, te recusas, te negas a amar?
Se há neste sentimento tão grandiosa beleza,
Por que o temes tal maneira?
E te cerras,
E sozinho ficas,
E só desejas,
Desejas, e não amas.
E quem sabe, te amam e não te deixas ser amado.
Que medo é esse que tens?
Até quando estarás fechado, oprimido, enclausurado?
Onde foi?
Ou com quem foi que deixaste a chave
Que te pode abrir,
Coração cerrado.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Por que te deténs, te recusas, te negas a amar?
Se há neste sentimento tão grandiosa beleza,
Por que o temes tal maneira?
E te cerras,
E sozinho ficas,
E só desejas,
Desejas, e não amas.
E quem sabe, te amam e não te deixas ser amado.
Que medo é esse que tens?
Até quando estarás fechado, oprimido, enclausurado?
Onde foi?
Ou com quem foi que deixaste a chave
Que te pode abrir,
Coração cerrado.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
QUANDO CESSAR O PRANTO
Então poderei ver o sol,
Sua luz a clarear o dia,
Fazendo tudo parecer mais belo.
Então poderei sorrir de verdade,
Não sorrisos passageiros,
Advindos de piadas ou coisas tais.
Sorrir;
Por estar a alma a sorrir.
Como se houvesse cóssegas no coração,
Como se o riso fosse água,
Os olhos;
Sua nascente.
E os lábios;
Entre abertos num riso discreto,
Ou escancarados numa gargalhada,
Fosse onde tais águas correriam livremente belas,
Podendo qualquer um delas provar.
Então, quem sabe, esse serei eu;
Só depois,
Esse serei eu,
Depois que meu olhar deixe de ser triste,
Depois que o meu coração esteja livre de suas amarguras,
Depois que minha alma cesse o pranto que a tanto vem a chorar.
Então;
E só então,
Quando cessar o pranto,
Poderei ver o sol;
Poderei sorrir de verdade.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Sua luz a clarear o dia,
Fazendo tudo parecer mais belo.
Então poderei sorrir de verdade,
Não sorrisos passageiros,
Advindos de piadas ou coisas tais.
Sorrir;
Por estar a alma a sorrir.
Como se houvesse cóssegas no coração,
Como se o riso fosse água,
Os olhos;
Sua nascente.
E os lábios;
Entre abertos num riso discreto,
Ou escancarados numa gargalhada,
Fosse onde tais águas correriam livremente belas,
Podendo qualquer um delas provar.
Então, quem sabe, esse serei eu;
Só depois,
Esse serei eu,
Depois que meu olhar deixe de ser triste,
Depois que o meu coração esteja livre de suas amarguras,
Depois que minha alma cesse o pranto que a tanto vem a chorar.
Então;
E só então,
Quando cessar o pranto,
Poderei ver o sol;
Poderei sorrir de verdade.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
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