Então poderei ver o sol,
Sua luz a clarear o dia,
Fazendo tudo parecer mais belo.
Então poderei sorrir de verdade,
Não sorrisos passageiros,
Advindos de piadas ou coisas tais.
Sorrir;
Por estar a alma a sorrir.
Como se houvesse cóssegas no coração,
Como se o riso fosse água,
Os olhos;
Sua nascente.
E os lábios;
Entre abertos num riso discreto,
Ou escancarados numa gargalhada,
Fosse onde tais águas correriam livremente belas,
Podendo qualquer um delas provar.
Então, quem sabe, esse serei eu;
Só depois,
Esse serei eu,
Depois que meu olhar deixe de ser triste,
Depois que o meu coração esteja livre de suas amarguras,
Depois que minha alma cesse o pranto que a tanto vem a chorar.
Então;
E só então,
Quando cessar o pranto,
Poderei ver o sol;
Poderei sorrir de verdade.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
sábado, 7 de agosto de 2010
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