sábado, 7 de agosto de 2010

QUANDO CESSAR O PRANTO

Então poderei ver o sol,
Sua luz a clarear o dia,
Fazendo tudo parecer mais belo.

Então poderei sorrir de verdade,
Não sorrisos passageiros,
Advindos de piadas ou coisas tais.

Sorrir;
Por estar a alma a sorrir.

Como se houvesse cóssegas no coração,
Como se o riso fosse água,
Os olhos;
Sua nascente.
E os lábios;
Entre abertos num riso discreto,
Ou escancarados numa gargalhada,
Fosse onde tais águas correriam livremente belas,
Podendo qualquer um delas provar.

Então, quem sabe, esse serei eu;
Só depois,
Esse serei eu,
Depois que meu olhar deixe de ser triste,
Depois que o meu coração esteja livre de suas amarguras,
Depois que minha alma cesse o pranto que a tanto vem a chorar.

Então;
E só então,
Quando cessar o pranto,
Poderei ver o sol;
Poderei sorrir de verdade.

José Antonio S. Ramalho (Tonni)

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