Por algum tempo,
Passei algum tempo,
Vendo passar o tempo,
A olhar, com um olhar perdido
O vago telhado sombrio
Da casa já adormecida no escuro.
E ali acordado
Bem mais que qualquer outra coisa
Como me senti frustrado,
Sonhei acordado com possibilidades mil,
Projetos, alternativas tantas para tantas coisas...
Até despertar do sonho,
Que sonhei de olhos abertos,
E perceber que sonhar assim
É torturar a si mesmo,
Por não poder viver quase coisa alguma do que se sonhou.
E acordado,
Lamentei não sonhar eternamente,
E viver neste sonho
Acordado pra sempre.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
quarta-feira, 19 de maio de 2010
CINZAS
Não foi sempre assim,
Não houve sempre tanta tristeza dentro de mim.
Porém, de tudo que já se passou
Nada mais que cinzas restou.
Hoje, sobrou-me apenas o olhar triste e distante,
O mendigar de alguma alegria,
E umas migalhas de sorrisos.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Não houve sempre tanta tristeza dentro de mim.
Porém, de tudo que já se passou
Nada mais que cinzas restou.
Hoje, sobrou-me apenas o olhar triste e distante,
O mendigar de alguma alegria,
E umas migalhas de sorrisos.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
À ALGUÈM IMPORTANTE
Se te tenho, prometo cuidar-te bem.
Se ainda te busco, sei que um dia vens.
À alguém da importância que tens,
Grito ansioso: Vem depressa, vem!
Consolo-me com tua presença, se te tenho.
Lamento tua ausência, se ainda te busco.
Sofro a tua procura, tateando nesse escuro,
Para sarar-me, é que a tanto buscar-te venho.
Para sarar minha solidão,
Tirar-me de solitária prisão,
Preencher esse espaço vazio que abriga meu coração.
Tu, que me és importante,
Ainda que de mim estejais distante,
Receba este soneto como presente.
À alguém importante.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Se ainda te busco, sei que um dia vens.
À alguém da importância que tens,
Grito ansioso: Vem depressa, vem!
Consolo-me com tua presença, se te tenho.
Lamento tua ausência, se ainda te busco.
Sofro a tua procura, tateando nesse escuro,
Para sarar-me, é que a tanto buscar-te venho.
Para sarar minha solidão,
Tirar-me de solitária prisão,
Preencher esse espaço vazio que abriga meu coração.
Tu, que me és importante,
Ainda que de mim estejais distante,
Receba este soneto como presente.
À alguém importante.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
quinta-feira, 6 de maio de 2010
POR QUE?
Quantas vezes você se pergunta por que?
E as respostas você continua sem saber.
Por que todas essas coisas tinham que acontecer?
Não, não me diga adeus ainda.
Talvez você a encontre,
Talvez você encontre sua resposta no próximo passo que vier a dar.
Então por isso eu te pergunto:
- Por que desistir de você?
- Por que desistir de viver?
Eu também tenho muitas perguntas a fazer,
E nossas respostas podem estar logo ali,
Um pouco mais a frente,
No próximo passo que vamos dar.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
E as respostas você continua sem saber.
Por que todas essas coisas tinham que acontecer?
Não, não me diga adeus ainda.
Talvez você a encontre,
Talvez você encontre sua resposta no próximo passo que vier a dar.
Então por isso eu te pergunto:
- Por que desistir de você?
- Por que desistir de viver?
Eu também tenho muitas perguntas a fazer,
E nossas respostas podem estar logo ali,
Um pouco mais a frente,
No próximo passo que vamos dar.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
sexta-feira, 30 de abril de 2010
SOL
Hoje;
Pra tantas vidas não houve o raiar do sol,
A luz dos raios seus,
O afago do seu calor, ...
E amanhã;
Por certo tornará a não lhes nascer o sol.
Injusto sol;
Por que teus raios só a alguns poucos iluminam?
Que critérios usas para escolher os tais, sobre quem despontarás?
És demasiadamente injusto sol,
Pois não poucas vezes irradias quem não te quer,
Quem procura desviar-se de ti;
Acomodando-se muito bemabaixo de uma sombra qualquer, que o livre dos raios teus.
Enquanto tantos ansiosos,
Desejosos de um único raio de tua luz,
Só o que podem fazer é esperar,
Sonhando o sonho de que um dia,
O seu dia vai chegar.
E não são poucos os que se cansam de esperar,
E da forma errada tentam fazer que o sol para si comece a brilhar,
E por vezes esbarram nas portas fechadas;
E se debatem;
E se ferem;
E as vezes, até morrem.
E tu sol,
Injusto como sempre;
Indiferente como tantas vezes dantes,
Te recusas terminantemente a ofertar-lhes o brilho de tua luz.
E continuas raiando muitas e muitas vezes para quem não te quer,
Pra quem procura desviar-se de ti.
Assim,
A triste certeza que fica,
Amarga e cruel,
É a de que tu sol,
Nunca nascerá para todos.
José Antonio S. Ramalho ( Tonni)
Pra tantas vidas não houve o raiar do sol,
A luz dos raios seus,
O afago do seu calor, ...
E amanhã;
Por certo tornará a não lhes nascer o sol.
Injusto sol;
Por que teus raios só a alguns poucos iluminam?
Que critérios usas para escolher os tais, sobre quem despontarás?
És demasiadamente injusto sol,
Pois não poucas vezes irradias quem não te quer,
Quem procura desviar-se de ti;
Acomodando-se muito bemabaixo de uma sombra qualquer, que o livre dos raios teus.
Enquanto tantos ansiosos,
Desejosos de um único raio de tua luz,
Só o que podem fazer é esperar,
Sonhando o sonho de que um dia,
O seu dia vai chegar.
E não são poucos os que se cansam de esperar,
E da forma errada tentam fazer que o sol para si comece a brilhar,
E por vezes esbarram nas portas fechadas;
E se debatem;
E se ferem;
E as vezes, até morrem.
E tu sol,
Injusto como sempre;
Indiferente como tantas vezes dantes,
Te recusas terminantemente a ofertar-lhes o brilho de tua luz.
E continuas raiando muitas e muitas vezes para quem não te quer,
Pra quem procura desviar-se de ti.
Assim,
A triste certeza que fica,
Amarga e cruel,
É a de que tu sol,
Nunca nascerá para todos.
José Antonio S. Ramalho ( Tonni)
AUSENTE
Sim eu sei;
Sou culpado;
Sou cruel.
Sempre fui ausente,
Como quem nada sente
Nunca estive presente,
Sequer com um simples presente,
Muito menos consolando-te o coração carente.
Não arrisquei,
Não joguei,
Contigo não pequei.
Mas, fiquei,
Fiquei parado,
Por minha timidez, intimidado.
Ainda que encantado,
Temi ter o coração dilacerado.
E permaneci ausente...
E permanecerei ausente,
Quem sabe,
Pois permanecendo calado...
Parado...
Um dia terás partido,
E eu, ...
Talvez morrido.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Sou culpado;
Sou cruel.
Sempre fui ausente,
Como quem nada sente
Nunca estive presente,
Sequer com um simples presente,
Muito menos consolando-te o coração carente.
Não arrisquei,
Não joguei,
Contigo não pequei.
Mas, fiquei,
Fiquei parado,
Por minha timidez, intimidado.
Ainda que encantado,
Temi ter o coração dilacerado.
E permaneci ausente...
E permanecerei ausente,
Quem sabe,
Pois permanecendo calado...
Parado...
Um dia terás partido,
E eu, ...
Talvez morrido.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
DESEJO
Desejo... Como desejo,
Conter, suportar, sufocar.
Malicioso desejo!
Talvez acalme com teu beijo.
Beijo que nunca provei,
Nunca ousei.
Isso explica tanto desejo.
Desejo amor.
Desejo coragem.
Desejo encontrar-te.
Desejo apaixonar-me.
E assim eu sei,
Não mais precisarei
O meu desejo sufocar
Pois em ti, o irei sempre saciar.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Conter, suportar, sufocar.
Malicioso desejo!
Talvez acalme com teu beijo.
Beijo que nunca provei,
Nunca ousei.
Isso explica tanto desejo.
Desejo amor.
Desejo coragem.
Desejo encontrar-te.
Desejo apaixonar-me.
E assim eu sei,
Não mais precisarei
O meu desejo sufocar
Pois em ti, o irei sempre saciar.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
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