Oceanos mil
Inundados,
Poluídos de sentimentos vis
Pobres corações amargurados.
Rios profundos,
Que brotam do cantinho
De uns olhos fundos
De quem não soube o que é carinho.
Águas salgadas;
Lágrimas amargas
Que rolam sobre a face,
Que não escolhem nem cor, nem classe.
Águas que refletem dor,
Rio incolor,
Quem sabe da cor da morte,
Dàqueles que tiveram a dura sorte,
De partir;
De deixar;
Deixar a vida,
Deixar amigos,
Deixar saudades,
Deixar sonhos.
Sonho; que até alguém pode ter,
De deixar, de partir,
Abandonar tudo aqui.
De esquecer a fome,
De toda a maldade do homem,
Da miséria de não ter um pão.
De ser pai; de ser mãe e estender para o filho vazias as mãos.
De não ter educação,
De não ter dignidade,
De viver à espera de promessas,
De ser criança e não ter infância,
De sofrer um ato promíscuo de um pai,
De ser abandonado pela mãe,
Sofrendo a violência de viver.
De sobreviver sem condições favoráveis,
Em condições detestáveis.
Vidas das quais deságuam oceanos;
Oceanos mil.
Oceanos de lágrimas,
Lágrimas de dor,
De vergonha,
De rancor,
De ódio e vingança.
Lágrimas de desesperança.
Desesperança no mundo,
No futuro,
Nos homens,
Na paz,
No amor,
Na vida...
Lágrimas que inundam,
Salgadas águas que sufocam;
Sufocam o que alguns ainda têm de bom.
Que mudam da cor da vida o tom.
Que ferem o bem,
O pouco que ainda se tem.
O munda esvai-se em lágrimas,
O sangue da alma, jorra,
Gota a gota,
Sobre o solo da vida.
Perfurando,
Destruindo planos e projetos,
Fazendo com que tantos
Vejam seus sonhos
Transformados em dejetos.
Talvez por isso existam os oceanos,
Talvez Deus, em sua oniciência
Entristecido com sua criação
Tenha deixado cair dos olhos,
Uma lágrima sua neste chão.
Oceanos mil,
Lágrimas que caem dos olhos seus.
Ninguém viu,
Mas, quem sabe, os vastos oceanos
Não são também
Uma lágrima que caiu
Dos olhos de Deus.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
domingo, 19 de setembro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
A POESIA QUE SONHEI
Ah! Se possível fosse,
Tornaria a dormir
E me encantaria novamente
Com as belas palavras que em sonho escrevi.
Com aquele pedaço em branco de papel
Que privilegiadamente recebeu em sua superfície
A tinta da bendita caneta que eu esplendidamente manejava inspirado.
Ah! Se possível fosse lembrar-me,
Ainda que apenas uma única frase.
Mas, lembrasse.
Pois vedada me fora a memória,
E a poesia que sonhei, não mais lembrei.
E certamente jamais a lembrarei.
E ainda por certo,
Tão bela poesia doravante não escreverei.
Contudo,
Posso crer, agora
Que àquela, com a qual sonhei
Embora não me lembre dos versos seus
Me será por eterna inspiração.
E que em tudo que eu vier a escrever
Presente estará a intensa aspiração,
De algum dia,
Aproximar-me, por pouco que seja,
Da poesia que sonhei.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Tornaria a dormir
E me encantaria novamente
Com as belas palavras que em sonho escrevi.
Com aquele pedaço em branco de papel
Que privilegiadamente recebeu em sua superfície
A tinta da bendita caneta que eu esplendidamente manejava inspirado.
Ah! Se possível fosse lembrar-me,
Ainda que apenas uma única frase.
Mas, lembrasse.
Pois vedada me fora a memória,
E a poesia que sonhei, não mais lembrei.
E certamente jamais a lembrarei.
E ainda por certo,
Tão bela poesia doravante não escreverei.
Contudo,
Posso crer, agora
Que àquela, com a qual sonhei
Embora não me lembre dos versos seus
Me será por eterna inspiração.
E que em tudo que eu vier a escrever
Presente estará a intensa aspiração,
De algum dia,
Aproximar-me, por pouco que seja,
Da poesia que sonhei.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
CERRADO
Qual o teu motivo amigo?
Por que te deténs, te recusas, te negas a amar?
Se há neste sentimento tão grandiosa beleza,
Por que o temes tal maneira?
E te cerras,
E sozinho ficas,
E só desejas,
Desejas, e não amas.
E quem sabe, te amam e não te deixas ser amado.
Que medo é esse que tens?
Até quando estarás fechado, oprimido, enclausurado?
Onde foi?
Ou com quem foi que deixaste a chave
Que te pode abrir,
Coração cerrado.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Por que te deténs, te recusas, te negas a amar?
Se há neste sentimento tão grandiosa beleza,
Por que o temes tal maneira?
E te cerras,
E sozinho ficas,
E só desejas,
Desejas, e não amas.
E quem sabe, te amam e não te deixas ser amado.
Que medo é esse que tens?
Até quando estarás fechado, oprimido, enclausurado?
Onde foi?
Ou com quem foi que deixaste a chave
Que te pode abrir,
Coração cerrado.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
QUANDO CESSAR O PRANTO
Então poderei ver o sol,
Sua luz a clarear o dia,
Fazendo tudo parecer mais belo.
Então poderei sorrir de verdade,
Não sorrisos passageiros,
Advindos de piadas ou coisas tais.
Sorrir;
Por estar a alma a sorrir.
Como se houvesse cóssegas no coração,
Como se o riso fosse água,
Os olhos;
Sua nascente.
E os lábios;
Entre abertos num riso discreto,
Ou escancarados numa gargalhada,
Fosse onde tais águas correriam livremente belas,
Podendo qualquer um delas provar.
Então, quem sabe, esse serei eu;
Só depois,
Esse serei eu,
Depois que meu olhar deixe de ser triste,
Depois que o meu coração esteja livre de suas amarguras,
Depois que minha alma cesse o pranto que a tanto vem a chorar.
Então;
E só então,
Quando cessar o pranto,
Poderei ver o sol;
Poderei sorrir de verdade.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Sua luz a clarear o dia,
Fazendo tudo parecer mais belo.
Então poderei sorrir de verdade,
Não sorrisos passageiros,
Advindos de piadas ou coisas tais.
Sorrir;
Por estar a alma a sorrir.
Como se houvesse cóssegas no coração,
Como se o riso fosse água,
Os olhos;
Sua nascente.
E os lábios;
Entre abertos num riso discreto,
Ou escancarados numa gargalhada,
Fosse onde tais águas correriam livremente belas,
Podendo qualquer um delas provar.
Então, quem sabe, esse serei eu;
Só depois,
Esse serei eu,
Depois que meu olhar deixe de ser triste,
Depois que o meu coração esteja livre de suas amarguras,
Depois que minha alma cesse o pranto que a tanto vem a chorar.
Então;
E só então,
Quando cessar o pranto,
Poderei ver o sol;
Poderei sorrir de verdade.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
quarta-feira, 19 de maio de 2010
ACORDADO
Por algum tempo,
Passei algum tempo,
Vendo passar o tempo,
A olhar, com um olhar perdido
O vago telhado sombrio
Da casa já adormecida no escuro.
E ali acordado
Bem mais que qualquer outra coisa
Como me senti frustrado,
Sonhei acordado com possibilidades mil,
Projetos, alternativas tantas para tantas coisas...
Até despertar do sonho,
Que sonhei de olhos abertos,
E perceber que sonhar assim
É torturar a si mesmo,
Por não poder viver quase coisa alguma do que se sonhou.
E acordado,
Lamentei não sonhar eternamente,
E viver neste sonho
Acordado pra sempre.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Passei algum tempo,
Vendo passar o tempo,
A olhar, com um olhar perdido
O vago telhado sombrio
Da casa já adormecida no escuro.
E ali acordado
Bem mais que qualquer outra coisa
Como me senti frustrado,
Sonhei acordado com possibilidades mil,
Projetos, alternativas tantas para tantas coisas...
Até despertar do sonho,
Que sonhei de olhos abertos,
E perceber que sonhar assim
É torturar a si mesmo,
Por não poder viver quase coisa alguma do que se sonhou.
E acordado,
Lamentei não sonhar eternamente,
E viver neste sonho
Acordado pra sempre.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
CINZAS
Não foi sempre assim,
Não houve sempre tanta tristeza dentro de mim.
Porém, de tudo que já se passou
Nada mais que cinzas restou.
Hoje, sobrou-me apenas o olhar triste e distante,
O mendigar de alguma alegria,
E umas migalhas de sorrisos.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Não houve sempre tanta tristeza dentro de mim.
Porém, de tudo que já se passou
Nada mais que cinzas restou.
Hoje, sobrou-me apenas o olhar triste e distante,
O mendigar de alguma alegria,
E umas migalhas de sorrisos.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
À ALGUÈM IMPORTANTE
Se te tenho, prometo cuidar-te bem.
Se ainda te busco, sei que um dia vens.
À alguém da importância que tens,
Grito ansioso: Vem depressa, vem!
Consolo-me com tua presença, se te tenho.
Lamento tua ausência, se ainda te busco.
Sofro a tua procura, tateando nesse escuro,
Para sarar-me, é que a tanto buscar-te venho.
Para sarar minha solidão,
Tirar-me de solitária prisão,
Preencher esse espaço vazio que abriga meu coração.
Tu, que me és importante,
Ainda que de mim estejais distante,
Receba este soneto como presente.
À alguém importante.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Se ainda te busco, sei que um dia vens.
À alguém da importância que tens,
Grito ansioso: Vem depressa, vem!
Consolo-me com tua presença, se te tenho.
Lamento tua ausência, se ainda te busco.
Sofro a tua procura, tateando nesse escuro,
Para sarar-me, é que a tanto buscar-te venho.
Para sarar minha solidão,
Tirar-me de solitária prisão,
Preencher esse espaço vazio que abriga meu coração.
Tu, que me és importante,
Ainda que de mim estejais distante,
Receba este soneto como presente.
À alguém importante.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
quinta-feira, 6 de maio de 2010
POR QUE?
Quantas vezes você se pergunta por que?
E as respostas você continua sem saber.
Por que todas essas coisas tinham que acontecer?
Não, não me diga adeus ainda.
Talvez você a encontre,
Talvez você encontre sua resposta no próximo passo que vier a dar.
Então por isso eu te pergunto:
- Por que desistir de você?
- Por que desistir de viver?
Eu também tenho muitas perguntas a fazer,
E nossas respostas podem estar logo ali,
Um pouco mais a frente,
No próximo passo que vamos dar.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
E as respostas você continua sem saber.
Por que todas essas coisas tinham que acontecer?
Não, não me diga adeus ainda.
Talvez você a encontre,
Talvez você encontre sua resposta no próximo passo que vier a dar.
Então por isso eu te pergunto:
- Por que desistir de você?
- Por que desistir de viver?
Eu também tenho muitas perguntas a fazer,
E nossas respostas podem estar logo ali,
Um pouco mais a frente,
No próximo passo que vamos dar.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
sexta-feira, 30 de abril de 2010
SOL
Hoje;
Pra tantas vidas não houve o raiar do sol,
A luz dos raios seus,
O afago do seu calor, ...
E amanhã;
Por certo tornará a não lhes nascer o sol.
Injusto sol;
Por que teus raios só a alguns poucos iluminam?
Que critérios usas para escolher os tais, sobre quem despontarás?
És demasiadamente injusto sol,
Pois não poucas vezes irradias quem não te quer,
Quem procura desviar-se de ti;
Acomodando-se muito bemabaixo de uma sombra qualquer, que o livre dos raios teus.
Enquanto tantos ansiosos,
Desejosos de um único raio de tua luz,
Só o que podem fazer é esperar,
Sonhando o sonho de que um dia,
O seu dia vai chegar.
E não são poucos os que se cansam de esperar,
E da forma errada tentam fazer que o sol para si comece a brilhar,
E por vezes esbarram nas portas fechadas;
E se debatem;
E se ferem;
E as vezes, até morrem.
E tu sol,
Injusto como sempre;
Indiferente como tantas vezes dantes,
Te recusas terminantemente a ofertar-lhes o brilho de tua luz.
E continuas raiando muitas e muitas vezes para quem não te quer,
Pra quem procura desviar-se de ti.
Assim,
A triste certeza que fica,
Amarga e cruel,
É a de que tu sol,
Nunca nascerá para todos.
José Antonio S. Ramalho ( Tonni)
Pra tantas vidas não houve o raiar do sol,
A luz dos raios seus,
O afago do seu calor, ...
E amanhã;
Por certo tornará a não lhes nascer o sol.
Injusto sol;
Por que teus raios só a alguns poucos iluminam?
Que critérios usas para escolher os tais, sobre quem despontarás?
És demasiadamente injusto sol,
Pois não poucas vezes irradias quem não te quer,
Quem procura desviar-se de ti;
Acomodando-se muito bemabaixo de uma sombra qualquer, que o livre dos raios teus.
Enquanto tantos ansiosos,
Desejosos de um único raio de tua luz,
Só o que podem fazer é esperar,
Sonhando o sonho de que um dia,
O seu dia vai chegar.
E não são poucos os que se cansam de esperar,
E da forma errada tentam fazer que o sol para si comece a brilhar,
E por vezes esbarram nas portas fechadas;
E se debatem;
E se ferem;
E as vezes, até morrem.
E tu sol,
Injusto como sempre;
Indiferente como tantas vezes dantes,
Te recusas terminantemente a ofertar-lhes o brilho de tua luz.
E continuas raiando muitas e muitas vezes para quem não te quer,
Pra quem procura desviar-se de ti.
Assim,
A triste certeza que fica,
Amarga e cruel,
É a de que tu sol,
Nunca nascerá para todos.
José Antonio S. Ramalho ( Tonni)
AUSENTE
Sim eu sei;
Sou culpado;
Sou cruel.
Sempre fui ausente,
Como quem nada sente
Nunca estive presente,
Sequer com um simples presente,
Muito menos consolando-te o coração carente.
Não arrisquei,
Não joguei,
Contigo não pequei.
Mas, fiquei,
Fiquei parado,
Por minha timidez, intimidado.
Ainda que encantado,
Temi ter o coração dilacerado.
E permaneci ausente...
E permanecerei ausente,
Quem sabe,
Pois permanecendo calado...
Parado...
Um dia terás partido,
E eu, ...
Talvez morrido.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Sou culpado;
Sou cruel.
Sempre fui ausente,
Como quem nada sente
Nunca estive presente,
Sequer com um simples presente,
Muito menos consolando-te o coração carente.
Não arrisquei,
Não joguei,
Contigo não pequei.
Mas, fiquei,
Fiquei parado,
Por minha timidez, intimidado.
Ainda que encantado,
Temi ter o coração dilacerado.
E permaneci ausente...
E permanecerei ausente,
Quem sabe,
Pois permanecendo calado...
Parado...
Um dia terás partido,
E eu, ...
Talvez morrido.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
DESEJO
Desejo... Como desejo,
Conter, suportar, sufocar.
Malicioso desejo!
Talvez acalme com teu beijo.
Beijo que nunca provei,
Nunca ousei.
Isso explica tanto desejo.
Desejo amor.
Desejo coragem.
Desejo encontrar-te.
Desejo apaixonar-me.
E assim eu sei,
Não mais precisarei
O meu desejo sufocar
Pois em ti, o irei sempre saciar.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Conter, suportar, sufocar.
Malicioso desejo!
Talvez acalme com teu beijo.
Beijo que nunca provei,
Nunca ousei.
Isso explica tanto desejo.
Desejo amor.
Desejo coragem.
Desejo encontrar-te.
Desejo apaixonar-me.
E assim eu sei,
Não mais precisarei
O meu desejo sufocar
Pois em ti, o irei sempre saciar.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
SILÊNCIO
Castigas as palavras que fervilham em meu peito,
E bem amordaçadas as deixa ali trancafiadas onde não lhes é o devido lugar.
Fazes que habitem na sua nascente como que a própria seja já o seu sepulcro,
E tão perversamente condena-as ao cárcere do meu coração.
Ergues muralhas em minha garganta,
E meus lábios cerras com grandes ferrolhos;
E as palavras tantas, que a tanto tenho anseado proferir,
Se vêm caladas,
Silênciadas,
Como um segredo,
Que não deveria existir.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
E bem amordaçadas as deixa ali trancafiadas onde não lhes é o devido lugar.
Fazes que habitem na sua nascente como que a própria seja já o seu sepulcro,
E tão perversamente condena-as ao cárcere do meu coração.
Ergues muralhas em minha garganta,
E meus lábios cerras com grandes ferrolhos;
E as palavras tantas, que a tanto tenho anseado proferir,
Se vêm caladas,
Silênciadas,
Como um segredo,
Que não deveria existir.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
ECLIPSE CORPÓREO
Vem pele morena
Vem e esconde-me
Encobre-me com teu corpo
Impede-me, só por agora,
De em qualquer outra coisa pensar.
Chega-te e dá-me do veneno dos teus lábios
E me deixa morrer nos braços teus.
Põe-te contra o meu corpo
Como a Lua põe-se ante ao Sol
Num eclipse carnal
Apega-te a mim
E não mais se vá;
Sejamos assim um eclipse eterno.
Que me sejas um perpétuo cobertor,
Pois sou um frio Sol,
Sem teu calor.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
Vem e esconde-me
Encobre-me com teu corpo
Impede-me, só por agora,
De em qualquer outra coisa pensar.
Chega-te e dá-me do veneno dos teus lábios
E me deixa morrer nos braços teus.
Põe-te contra o meu corpo
Como a Lua põe-se ante ao Sol
Num eclipse carnal
Apega-te a mim
E não mais se vá;
Sejamos assim um eclipse eterno.
Que me sejas um perpétuo cobertor,
Pois sou um frio Sol,
Sem teu calor.
José Antonio S. Ramalho (Tonni)
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